Não Era o Nome Esperado, Mas Pode Ser o Certo: Carpini no Fortaleza

O ciclo muda, mas a fé no Fortaleza continua a mesma. Seja bem-vindo, Carpini! Foto: Gabriel Tadiotto/E.C.Juventude

Quando a saída de
Martín Palermo foi confirmada, eu já sabia que mudanças viriam — mas confesso que Thiago Carpini não era o nome que eu imaginava ver anunciado pelo Fortaleza. A notícia chegou como um choque inicial, daquele tipo que faz a gente franzir a testa e pensar: “Sério? Foi ele mesmo o escolhido?”.

Mas, depois que a surpresa passa, entra a análise. E é aí que a contratação começa a fazer mais sentido.

Carpini, apesar de jovem, carrega um histórico que não dá pra ignorar: subiu o Juventude para a Série A, foi campeão da Supercopa do Brasil com o São Paulo e teve uma passagem muito sólida no Vitória, com uma sequência impressionante de invencibilidade e vaga garantida na Sul-Americana. Ele não veio por acaso — veio porque trabalha, estuda o jogo e está em ascensão.

E outro ponto que me chamou atenção: o Fortaleza volta a apostar em um técnico brasileiro depois de cinco anos seguidos com estrangeiros. Isso quebra um ciclo e abre espaço para um estilo novo, talvez mais alinhado ao nosso futebol, mais direto, mais competitivo.

Agora, como torcedor, eu digo sem enrolar:
Sim, foi uma surpresa.
Sim, fiquei desconfiado.
Mas também senti um fio de esperança se acender.

O calendário de 2026 não é brincadeira: Cearense, Copa do Nordeste, Copa do Brasil e Série B. É um ano que exige coragem, organização e, principalmente, alguém que queira provar algo grande. E nisso Carpini encaixa perfeitamente — ele parece chegar com vontade, com fome, com algo a mostrar.

Se vai dar certo?
Ninguém tem essa resposta.
Mas eu prefiro acreditar que o Fortaleza não dá passos sem pensar. Se a diretoria viu potencial, é porque existe algo ali — algo que talvez nós, de fora, ainda não conseguimos enxergar completamente.

Por isso, deixo aqui minha opinião sincera:
Carpini não era meu nome favorito, mas agora é o nosso técnico. E se ele vai comandar o Laion em 2026, que seja com o nosso apoio, com a nossa energia e com a nossa fé de sempre.

Que ele transforme surpresa em confiança.
Que transforme desconfiança em resultado.
E que transforme 2026 no ano da retomada do Fortaleza.

Porque aqui, no Pici, ninguém trabalha sozinho — o Laion ruge junto.

Por Blog do Aurielio Alves