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| O ciclo muda, mas a fé no Fortaleza continua a mesma. Seja bem-vindo, Carpini! Foto: Gabriel Tadiotto/E.C.Juventude |
Mas, depois que a surpresa passa, entra a análise. E é aí que a contratação começa a fazer mais sentido.
Carpini, apesar de jovem, carrega um histórico que não dá pra ignorar: subiu o Juventude para a Série A, foi campeão da Supercopa do Brasil com o São Paulo e teve uma passagem muito sólida no Vitória, com uma sequência impressionante de invencibilidade e vaga garantida na Sul-Americana. Ele não veio por acaso — veio porque trabalha, estuda o jogo e está em ascensão.
E outro ponto que me chamou atenção: o Fortaleza volta a apostar em um técnico brasileiro depois de cinco anos seguidos com estrangeiros. Isso quebra um ciclo e abre espaço para um estilo novo, talvez mais alinhado ao nosso futebol, mais direto, mais competitivo.
O calendário de 2026 não é brincadeira: Cearense, Copa do Nordeste, Copa do Brasil e Série B. É um ano que exige coragem, organização e, principalmente, alguém que queira provar algo grande. E nisso Carpini encaixa perfeitamente — ele parece chegar com vontade, com fome, com algo a mostrar.
Porque aqui, no Pici, ninguém trabalha sozinho — o Laion ruge junto.

